Delegação Portuguesa junto da Organização do Tratado do Atlântico Norte

Ministério dos Negócios Estrangeiros

Temas para a Cimeira da NATO de 2018

A Cimeira de Bruxelas vem num momento crucial para a segurança da Aliança transatlântica, sendo um momento importante para traçar o caminho da NATO para os próximos anos.

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Durante a Cimeira, a Aliança tomará decisões importantes de modo a ampliar a segurança na Europa e nas zonas envolventes, incluindo através do reforço da postura de dissuasão e defesa, da projeção de estabilidade e da luta contra o terrorismo, reforçando a cooperação com a União Europeia, modernizando a Aliança e alcançando uma partilha de encargos equilibrada.

A NATO entrará na próxima fase da sua adaptação. Os Aliados planeiam aumentar a mobilidade militar e o nível de prontidão das Forças, assim como planeiam criar novas medidas em resposta aos desafios oriundos do sul.

A NATO irá também melhorar a sua resiliência, tanto entre países Aliados como coletivamente, ao modernizar capacidades e melhorar a proteção civil.
Reforçará a defesa cíber, incluindo através da criação de um novo Centro de Operações Cíber. A NATO assegurar-se-á de que possui uma combinação equilibrada entre capacidades militares e civis, de modo a enfrentar os novos e evolutivos desafios de segurança como a guerra híbrida.

A Aliança analisará formas de desenvolver o seu apoio na Coligação Internacional para Derrotar o ISIS, nomeadamente através dos voos de vigilância AWACS.

Os Aliados irão também confirmar compromisso duradouro da NATO com a Missão Resolute Support no Afeganistão.         

Irá ser aprovado o lançamento de uma nova missão NATO de treino no Iraque que contribuirá para ajudar as forças iraquianas na prevenção do ressurgimento do Daesh ou outros grupos terroristas. A missão incluirá a construção de escolas e academias militares.

A NATO vai considerar formas de reforçar os Parceiros a sul, nomeadamente através do reforço do planeamento e de exercícios.

A NATO e a União Europeia deverão fazer um ponto de situação quanto aos progressos desde a Cimeira de Varsóvia de 2016. Espera-se a assinatura de uma Declaração Conjunta do Secretário Geral, Jens Stoltenberg, com o Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e o Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, onde se estabelecerá uma visão comum da forma como a cooperação NATO-UE pode contribuir para enfrentar os desafios de segurança mais prementes.

No âmbito da profunda adaptação da Estrutura de Comandos da NATO, os Aliados deverão criar dois novos comandos com o objetivo de garantir a rápida movimentação e projeção das Forças NATO no Atlântico e na Europa.  

A Cimeira será uma oportunidade para avaliar o progresso dos Aliados e analisar planos futuros.          

A NATO representa um laço único, que une a Europa e a América do Norte. A Aliança é uma comunidade de 29 Nações que partilham o objetivo comum de prevenir conflitos e preservar a paz.

A unidade transatlântica tem ajudado a manter as suas populações seguras há quase 70 anos. No complexo ambiente securitário atual, a cooperação transatlântica é mais importante que nunca.

Esta Cimeira terá lugar no novo Quartel-general da NATO, um edifício moderno e sustentável para uma Aliança orientada para o futuro.  

 

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